Controle um braço robótico pelo pensamento
Após uma grande repercussão que tivemos aqui sobre a matéria do exoesqueleto robótico, surgiram alguns debates no campo de comentários sobre o destino militar de invenções como esta, desprezando a sua utilização para a reabilitação de pacientes.
Ações robóticas controlada pelo cérebro humano já não são mais uma grande novidade, pois já foram realizados próteses robóticas controladas pelo pensamento humano, mas até então eu não havia noticiado algum projeto destinado a pessoas paraplégicas, eis que me deparo com este projeto de origem européia, que propõe utilizar braços robóticos controlados por eletroencéfalograma em conjunto com um sistema EyeTracker para oferecer mais autonomia para pessoas debilitadas.
Mas como funciona este recurso que até então imaginávamos ser possível apenas em filmes de ficção científica? A resposta está em um conceito conhecido como Brain Computer Interface (BCI), que traduzem os pensamentos das pessoas em dados para serem decifrados em um computador. Os cientistas da Fraunhofer Institute e do Charité Hospital de Berlim estão há 7 anos trabalhando em cima deste projeto, e parecem estar conseguindo bons resultados!
Seu funcionamento é basicamente da seguinte forma: duas câmeras são encarregadas de rastrear os movimentos dos olhos e pálpebras do paciente, e junto com isso, eletrodos são colocados na cabeça do paciente, onde estes conseguem medir os sinais do cérebro para serem amplificados e transportados para um computador. E aí que se dá início a uma série de alogarítimos que irão decifrar a ação que o usuário pretende realizar…
Desta forma, o paciente precisa apenas olhar para o objeto desejado, e imaginar o seu braço se estendendo para pegar o objeto e o sistema se encarrega do resto!
Este projeto abre uma grande possibilidade para pessoas com problemas de paralisias, podendo devolver a elas a autonomia de realizar algumas atividades, como se alimentar sozinho, por exemplo…
Ainda não foram divulgadas informações de quanto custaria um equipamento destes em escala comercial, mas os pesquisadores afirmam que o projeto estará disponível em alguns anos.
Para mais informações sobre o projeto, visite o site Primid e a página oficial do projeto.
Via | Engadget



publicado em: 27 de novembro de 2007, às 4:59 am
Mas pode ter certeza, os melhores projetos, ou seja os mais financiados pelos governos são mesmo os aproveitados pelos soldados nas guerras. Agora conseguiram desenvolver as tais células tronco sem o uso dos embriões e torna-se possível então a criação de órgãos com os tecidos do próprio paciente.
Isso que é tecnologia avançada, capaz de fazer paraplégico levantar da cadeira e muito mais. Revolucionário e com um excelente uso para guerra. Os estudos vão deslanchar na frente deste do artigo. O Pentágono já está investindo uma grana preta nos laboratórios. Não duvido nada de logo termos andando por aí um monte de “soldados universais”.
É a natureza humana como diria Nietzsche.